Aloy, Horizon, ensaio

Proibidão: ensaio fotográfico com a musa Aloy

Uma viagem pelas curvas do Oeste Proibido.

Horizon: Forbidden West oferece um dos melhores modos de fotografia que podemos encontrar em um jogo atualmente. Com dezenas de opções e um manuseio intuitivo, o recurso é um prato cheio para quem gosta de capturar telas incríveis. Para celebrar essa conquista do estúdio Guerrilla Games (afinal, o que é bonito deve ser mostrado), o Antropogamer convidou Aloy, protagonista da série Horizon, para um ousado ensaio fotográfico nas terras escaldantes do Oeste ProibidoE acredite se quiser: ela topou!

Aloy

Aproveitamos o momento para bater um papo descontraído com o clone de Elisabeth Sobeck sobre assuntos diversos, como matriarcado, fama e outros temas de igual ou menor relevância. Para conferir tudo o que a heroína de Zero Dawn Forbidden West compartilhou conosco, deslize suavemente pelas curvas dos parágrafos (e principalmente das imagens) a seguir. Mas atenção: cuidado para não se apaixonar.

ALOY, A MUSA DO POVO

Depois de salvar o mundo no fim da campanha de Horizon: Zero Dawn, Aloy (Sem Sobrenome) foi alçada à categoria de ícone entre o populacho de suas bandas. Em Forbidden West, todos conhecem e muitos temem seu nome, e não raramente vêm mencionar os grandes feitos da moçoila, regozijando-se em sua presença. Mas, como a heroína humilde que é, Aloy faz o possível para fugir dos holofotes, e revela para nossa equipe que esta é a primeira vez em que cede aos convites de um veículo jornalístico de grande porte. “É claro que estou fazendo isso pelos fãs”, afirma, “mas também para provar que não sou apenas um rostinho bonito”. Quando questionada sobre o preço do sucesso e as amizades perdidas pelo caminho, a Nora se limita a responder: “Prefiro não responder”.

Aloy Horizon nua

Altruísta como ninguém, Aloy se torna tão mais admirável quanto mais tenta escapar à fama. Mas a adoração à sua figura é palpável. Não apenas os cidadãos do Oeste Proibido a veneram, como até mesmo o Sol (não confundir com Avad, o Rei-Sol dos Carja) presta homenagens à guerreira de tempos em tempos. No clique abaixo, o astro se transforma em uma auréola de fogo coroando os cabelos vermelhos de nossa salvadora. Ave Aloy!

Aloy Horizon

Saiba você, no entanto, que nossa amada guerreira não é de ferro. Em conversa que travamos no topo de uma usina eólica em ruínas, a ruiva nos contou que também gosta de sombra e água fresca como todo mundo. Ao anoitecer, entre uma missão secundária e outra, ela diz que costuma descer de sua montaria para curtir a “brisa” (aspas da própria entrevistada) ou simplesmente apreciar a paisagem. “Acho que os gráficos ficam particularmente especiais na lua cheia”, confessou, “se entende o que quero dizer”. É claro que entendemos, querida!

Horizon Forbidden West

ALOY, A DOMADORA DE MÁQUINAS

Além da força e do sorriso matador, Aloy dispõe de uma inteligência e curiosidade fora do comum. Mexer em computadores, decifrar códigos e converter máquinas é para essa mulher um passatempo, e não um desafio. Quer um exemplo? Enquanto fotografávamos a Nora em posições sensuais que justificassem o título caça-cliques deste ensaio, fomos repentinamente surpreendidos por um grupo de Presabravas pastando na região. Destemida, Aloy foi se meter entre as máquinas e – pasme! – voltou de lá cavalgando uma delas, seus cabelos de fogo sacolejando ao vento.

Aloy, Horizon, Presabrava

Chame de azar ou destino: pouco depois, pisamos no calo de um Tirânico (o garoto-propaganda da série Horizon) e compramos briga com o grandão. A luta se estendeu durante o entardecer e parte da noite, mas em momento algum Aloy pareceu cansada ou mesmo abatida – limitando-se a dizer “Uh” e “Ãh” quando era atingida por um disparo de raio laser ou pela cauda errante do monstro. Na imagem abaixo, podemos ver o Tirânico cravejado das flechas e lanças que Aloy pregou nele antes de enfim derrubá-lo com um sorriso no rosto.

Aloy, Tirânico

E quando achamos que já não podia mais nos surpreender, eis que Aloy realizou um feito que nos parecia impossível. Já no último quarto da campanha de Horizon: Forbidden West, nossa heróina da cabeleira rubra decidiu que também era capaz de dominar os céus. Assim, sem nada que a impedisse (e com gritinhos de incentivo de nossa parte), a arqueira transformou um Heliodo – espécie de pterodáctilo eletrônico – em seu frete aéreo particular, e saiu sobrevoando o mundo tal qual Toruk Makto em Avatar.

Horas mais tarde, quando a moça se lembrou de nós e finalmente retornou ao chão, tivemos a oportunidade de ouro de descobrir o que todos queriam saber, mas tinham vergonha de perguntar: Qual é, afinal, a complexa ciência necessária para domar uma máquina desse porte? Humilde como sempre, Aloy se restringiu a dizer: “Basta apertar triângulo”.

Aloy, Horizon, Heliodo

ALOY, A DESBRAVADORA DE TERRAS

Chega a ser difícil acompanhar os passos de nossa entrevistada. Muito ocupada (com dezenas de missões secundárias, contratos e tarefas para cumprir a cada sessão de jogo), Aloy não faz questão alguma de diminuir a velocidade enquanto tentamos clicá-la em posições ousadas. Ao contrário: rola, pula e corre como se fosse a personagem de um filme de ação, e não uma pessoa de carne e pixels.

Sem escolha, seguimos nossa protagonista pela mata fechada em direção à praia, em busca de um cenário paradisíaco para embelezar nosso ensaio. Durante o trajeto, uma breve pausa para checar o mapa e estabelecer a melhor rota. Aproveito o momento para me aproximar da Nora. Papo vai, papo vem, investigo a posição dela sobre os diversos ataques à sua aparência desde o anúncio de Forbidden West – uma opinião que, adianto-me em explicar, haverá de ser profundamente relevante para nossos leitores. “Chorume de internet?”, pergunta uma Aloy retoricamente chocada. “Tô fora! Pego minha barriguinha chapada e vou embora”.

Poucos segundos depois (no fim das contas optamos pela viagem rápida), já devidamente instalados em uma ilha caribenha estilo palmeiras-e-tudo, tiro do bolso meu caderninho de perguntas e, como se conduzindo uma entrevista de emprego, pergunto a Aloy qual ela acredita ser sua maior força. “Essa é fácil”, responde a ruivíssima. “Minha maior força é a capacidade de perseverar diante dos desafios, sabe? De continuar lutando e seguindo em frente, de novo e de novo, não importa quantas vezes eu morra tentando”. E para arrematar, como que em tom de segredo, chego mais perto e peço a ela que nos confidencie também sua maior fraqueza. Aloy não se acanha: “Vou ser sincera: como millennial, tenho enorme dificuldade em não fazer o ‘V’ da paz quando vejo uma câmera”.

Aloy, millennial

Enquanto fotografamos uma fogosa Aloy contra o azul cristalino do céu e do mar, proponho a ela darmos início à nossa famosa entrevista bate-bola – uma convenção jornalística internacionalmente aceita por veículos de grande porte, tal qual o Antropogamer, como forma de esticar a entrevista sem necessariamente produzir mais texto por isso. E é claro que Aloy não hesita em dizer sim: “Não hesito em dizer sim”, diz ela.

Antropogamer: Funciona assim: eu faço uma pergunta, e você completa com a primeira resposta que vier à cabeça. Preparada?

Aloy: É você quem está escrevendo minhas respostas. Então diria que sim, estou preparada.

Antropogamer: Vamos lá. Eu gosto muito de…?

Aloy: Ter meu tempo recompensado quando atravesso o mapa para ajudar um completo desconhecido.

Antropogamer: Sinto raiva quando…?

Aloy: Enfrento o mesmo chefe dezenas de vezes porque meu orgulho não me permite baixar a dificuldade.

Antropogamer: Meu maior medo é…?

Aloy: Morrer há mais de cinco minutos do último save.

Antropogamer: Não consigo tolerar…?

Aloy: Quem tira fotos mostrando a língua.

Aloy, língua

Antropogamer: Caio na gargalhada sempre que…?

Aloy: Um NPC me conta sua história de vida enquanto aproveito para ir ao banheiro.

Antropogamer: Meu grande sonho é…?

Aloy: Ser interpretada pela Rose Leslie no cinema.

Antropogamer: Fico triste toda vez que…?

Aloy: Vejo o preço de lançamento de um jogo triple A.

Antropogamer: Diga-me com quem andas e te direi…?

Aloy: Se vou contigo.

Antropogamer: Mais vale um pássaro na mão do que…?

Aloy: Dois lançando mísseis de gelo na minha cabeça (risos). Acontece com frequência!

Antropogamer: Minha comida favorita é…?

Aloy: Qualquer uma que aumente minhas estatísticas antes da batalha.

Antropogamer: Quando penso em natureza, penso em…?

Aloy: Gráficos de última geração.

Antropogamer: Tenho enorme dificuldade em…?

Aloy: Gerenciar todas aquelas bobinas de modificação no meu inventário.

Antropogamer: Para conquistar o sucesso, é preciso…?

Aloy: Matar um Tremodonte por dia.

Antropogamer: E pra fechar: Lugar de mulher é na…?

Aloy: Liderança política de sociedades matriarcais em defesa da igualdade de gênero.

Horizon, Aloy

PROIBIDÃO: RETRATOS DE FORBIDDEN WEST

Terminamos o dia (e também nosso exclusivo ensaio fotográfico) acompanhando Aloy até o topo de sua montanha favorita. Escalar, ela garante, tornou-se um de seus passatempos preferidos desde que a Guerrilla aprimorou a mecânica de escalada, oferecendo uma dose a mais de estratégia na hora de se pendurar pelo cenário.

Chegando lá em cima (e bem a tempo de ver o pôr do sol!), pergunto à Nora como ela se sente sendo a única personagem jogável de todo esse vasto universo que a vista alcança. Ela suspira, reflexiva, escaneando a beleza do horizonte em HDR. “Os jogadores acham que me controlam”, dispara Aloy, “mas na verdade é o contrário. Sou eu que os mantenho sentados no mesmo lugar, por horas a fio, apertando os mesmos botões”.

Horizon, Aloy

Pouco depois o Sol se esconde por trás das montanhas. Contemplativa, Aloy nos atravessa com seu olhar magnético, como se querendo saber se já pode ir embora ou se vamos tipo assim prendê-la aqui pelo resto da noite. Aproveito o ensejo para agradecer a ela pelo tempo dispendido, por todas as fotos incríveis e também por essa bela entrevista – certamente uma das mais caprichadas que já tivemos o prazer de publicar neste veículo de largo porte que é o Antropogamer.

Por fim, enquanto clicamos a rutilíssima pela última vez contra o lusco-fusco do entardecer, casualmente questiono a opinião dela sobre as alegações (muito bem fundamentadas, diga-se de passagem) de que sua última aventura foi grande demais para o próprio bem. Aloy sorri e revira os olhos, como se eu houvesse dito uma enorme bobagem, e começo a pensar se disse alguma. Mas então ela se volta para mim, seus olhos verdes fixos nos meus, e dizendo muito, mas falando pouco, profere palavras de sabedoria ancestral. “Sem comentários”, é o derradeiro comentário com que nos presenteia nossa heroína, logo antes de saltar da montanha e desaparecer planando cordilheira abaixo.

Horizon, Aloy

 

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Para quem leu até aqui, sinto que devo minha honestidade. Por mais surpreendente que seja, devo confessar que o Antropogamer não é realmente um veículo midiático de grande porte! Eu sei, você jamais imaginaria se eu não contasse. Mas cá estamos: nós, com a vontade de seguir produzindo conteúdo; e você, fiel leitor(a), com a vontade de consumir outros artigos tão malucos quanto este. E quer saber? Você pode ser a pessoa certa para nos dar uma força. Ajude-nos a produzir mais matérias experimentais como esta – quiçá ensaios fotográficos de equivalente calibre – depositando uns cacos¹ em nossa humilde campanha do Apoia.se, destinada a manter o site (e este que vos escreve) vivo e operante por pelo menos mais algumas semanas.

 

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